segunda-feira, 13 de agosto de 2012



Choro em Silencio
                                 Act.II

Eu vi a morte me sorrir seu sorriso sereno terno, cheio de ilusão e mentiras...
Vi a escuridão chegar e com ela a tempestade...
O frio me tocar dilacerar meu coração.
O sol se pôr.
Faminto por luz agonizei no escuro...
Você não é a verdade acredite em mim!!
Você não é a luz, eu sei, posso sentir.
A lua e o Sol nunca irão se tocar perdidos no vazio.
Solitários e doentes, antigos amantes na dor e no perdão.
Faces opostas que fecham os olhos quando sorriem.
Espinhos que não ferem a flor
Suportarei calado todo o medo que existe em mim
A aflição de lhe perder...
Chorando só em silêncio...
Fitando seus olhos no espelho que se parte.
O seu deus vencido, caído nos braços da dor dorme...
Anjos em revoada choram por tanta angustia e dor
Tanto desprezo...
Os olhos perdidos no horizonte sombrio
A culpa que inflama o medo...
Dare me virtus ad pugnam
Contra hoc malum
Contra hoc miseria
Ubi anima moritur
Abyssum caecos
Ubi amor est mentiri
A duvida que incite a vingança
Dai-me forças pra lutar
Contra esse mal
Contra esta miséria
Onde a alma morre
No abismo cego da raiva
Onde o amor foi deitar

quinta-feira, 5 de julho de 2012


Silencioso Inverno


As vozes tão claras em minha mente...
A solidão enfraquece meus sentidos, o abismo abre-se aos meus pés.
...este é o lugar onde nem mesmo os anjos querem ir...
Eu conheci a dor, senti frio e senti medo.
Suportei calado as injustiças...
Abri meus braços e entoei cantos em seu funeral.
Ouvi as vozes que falavam de dor e desespero, que falavam de solidão...
O céu ficou pesado
A tempestade inicia
Estamos longe demais das graças
Imersos na escuridão
Afogado em lagrimas, afogado em pesadelos.
No silencioso inverno que invade minha alma
Sufocado por meus sonhos adormeço
Repleto de culpas e angustias
A melancolia no (em seu) olhar piedoso transborda sentimentos
O anjo ergue seus olhos aos céus e percebe o quanto o infinito é belo
O infinito é o abismo que lhe prende
Os séculos enferrujam em seus ossos...
E toda essa miséria (maldade) lhe destrói o coração
A tristeza
A solidão
E a dor, coniventes no claustro.
Coniventes no abandono
Envelhecer na solidão
Envelhecer como as folhas
...se as portas da percepção estivessem limpas, tudo se mostraria ao homem tal como é infinito...
Pois, o homem encerrou-se em si mesmo, aponto de ver tudo pelas estrelas, fendas de sua caverna...
...willian blake



domingo, 24 de junho de 2012


Elehanor...

As nuvens encobrem as estrelas por onde me guio nesta vasta solidão de azul turquesa, que por vezes se torna tão negra como meus sentimentos que tento esconder...
Sob mil máscaras na forma mais sutil de amar.
Tento suportar a solidão, companheira de tantos outros que dividem o espaço tão mínimo entre mastros e velas e cordas e desejos e dúvidas, conquistas e derrotas...
Há um ponto firme no horizonte q tento imaginar ser seu colo, ser seu ser, imagino poder ter sede para saciar em seus lábios,