quinta-feira, 5 de julho de 2012


Silencioso Inverno


As vozes tão claras em minha mente...
A solidão enfraquece meus sentidos, o abismo abre-se aos meus pés.
...este é o lugar onde nem mesmo os anjos querem ir...
Eu conheci a dor, senti frio e senti medo.
Suportei calado as injustiças...
Abri meus braços e entoei cantos em seu funeral.
Ouvi as vozes que falavam de dor e desespero, que falavam de solidão...
O céu ficou pesado
A tempestade inicia
Estamos longe demais das graças
Imersos na escuridão
Afogado em lagrimas, afogado em pesadelos.
No silencioso inverno que invade minha alma
Sufocado por meus sonhos adormeço
Repleto de culpas e angustias
A melancolia no (em seu) olhar piedoso transborda sentimentos
O anjo ergue seus olhos aos céus e percebe o quanto o infinito é belo
O infinito é o abismo que lhe prende
Os séculos enferrujam em seus ossos...
E toda essa miséria (maldade) lhe destrói o coração
A tristeza
A solidão
E a dor, coniventes no claustro.
Coniventes no abandono
Envelhecer na solidão
Envelhecer como as folhas
...se as portas da percepção estivessem limpas, tudo se mostraria ao homem tal como é infinito...
Pois, o homem encerrou-se em si mesmo, aponto de ver tudo pelas estrelas, fendas de sua caverna...
...willian blake



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