Silencioso Inverno
As
vozes tão claras em minha mente...
A
solidão enfraquece meus sentidos, o abismo abre-se aos meus pés.
...este
é o lugar onde nem mesmo os anjos querem ir...
Eu
conheci a dor, senti frio e senti medo.
Suportei
calado as injustiças...
Abri
meus braços e entoei cantos em seu funeral.
Ouvi
as vozes que falavam de dor e desespero, que falavam de solidão...
O
céu ficou pesado
A
tempestade inicia
Estamos
longe demais das graças
Imersos
na escuridão
Afogado
em lagrimas, afogado em pesadelos.
No
silencioso inverno que invade minha alma
Sufocado
por meus sonhos adormeço
Repleto
de culpas e angustias
A
melancolia no (em seu) olhar piedoso transborda sentimentos
O
anjo ergue seus olhos aos céus e percebe o quanto o infinito é belo
O
infinito é o abismo que lhe prende
Os
séculos enferrujam em seus ossos...
E
toda essa miséria (maldade) lhe destrói o coração
A
tristeza
A
solidão
E
a dor, coniventes no claustro.
Coniventes
no abandono
Envelhecer
na solidão
Envelhecer
como as folhas
...se
as portas da percepção estivessem limpas, tudo se mostraria ao homem tal como é
infinito...
Pois,
o homem encerrou-se em si mesmo, aponto de ver tudo pelas estrelas, fendas de
sua caverna...
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