Abraça-me, faz brotar em mim o que não
carrego mais
Faz criar o que se perdeu em meio às
cinzas de uma tarde de outono
Faz curar as sendas-chagas por onde
destilo e arde meu abandono
Abraça-me e restitui à carne adormecida,
[envelhecida pelo rancor, enternecida pela saudade, comovida pelas tempestades]
seus desejos...
Ouça, escute o silêncio que se faz e aos
poucos cria forma
Abraça-me lhe peço, só por um instante,
pois nele irei guardar o infinito e com ele reconfortar-me...
Abraça-me e faz brotar dos espinhos que
foram arrancados com violência, [recolhidos do pensamento fenecido pela
ignorância, nascido em meio às trilhas do delírio] uma pétala que seja...
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