Ódio
...com todos os ódios da alma
excitados invoco a ti...
Rogo-te em súplicas e te peço que
afague meus intentos, devore minhas dúvidas e consuma minha dor...
Com golpes fortes e convulsos onde
derramo sobre o chão todo pus que produzo,
toda inveja, toda culpa, toda lástima e miséria, todo erro e preconceito...
Assim, só... Acordo trêmulo e
assustado, nu em chão de espinhos que me ferem...
Com os punhos erguidos; a alma
corrompida...
Gotejando sangue em seu chão,
ungindo sua fronte e seu altar, abrindo fendas em suas feridas...
Sendas que guiam todo o meu ódio...
Rompendo os selos de ignorância que
aprisionam meus olhos
Olhos cegos na claridão...
A tempestade cresce e se forma ao
longe...
O crepúsculo se inicia
O ódio abençoa a dor, perdoa o
sofrimento.
As lamúrias aumentam...
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