quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Ossuário da Culpa

Sob as espáduas da cólera e do amor
Estendido sob negro mármore descansa
Crivado em tão poderosa lança
Um homem que a loucura cativou
E que o amor de seu corpo se utilizou
Tal féretro fétido com as palmas unidas
Da mais alta potestade de sua ira implora misericórdia
Implora sem canto dor ou lira
Estátua negra de mármore és apenas pó nada mais que isso.
Descansa neste ossuário, este é teu perdão.
Cruzemos os braços e de joelhos curvados, caímos ao chão.
Nada mais há de se fazer...


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