domingo, 26 de maio de 2019


Seqüestrada e vaga e nua saudade perene que brota do silêncio
Arranca suspiros e devaneios, e faz brotar sulcos profundos e feios
Despeja, derrama e vaza sobre si a culpa que arde em seu seio[s]
Caminha só pelas sendas da maldade se abstrai se distrai aos enleios
Enquanto miserável o desejo lhe toma à piedade, arranca deste corpo doente
A dolente dor inexorável 
Abre suas mãos, ergue-as as altitudes e cospe ao lado da cama vazia que não contem mais o calor de outro mesquinho corpo
Deixa-se esquecer do afeto sincero e manifesto que lhe acariciou os horizontes das faces arrancando-lhe dos lábios seu sabor de fruta doce e macia e de curvas mais secretas às virilhas que ardiam não fel, mas gosto adocicado de pecado que orbitavam escondidas às cavernas de teu lascivo e escuro céu

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