Seqüestrada e vaga e nua saudade perene que brota do
silêncio
Arranca suspiros e devaneios, e faz brotar sulcos
profundos e feios
Despeja, derrama e vaza sobre si a culpa que arde em
seu seio[s]
Caminha só pelas sendas da maldade se abstrai se
distrai aos enleios
Enquanto
miserável o desejo lhe toma à piedade, arranca deste corpo doente
A dolente dor inexorável
Abre suas mãos, ergue-as as altitudes e cospe ao lado da
cama vazia que não contem mais o calor de outro mesquinho corpo
Deixa-se esquecer do afeto sincero e manifesto que
lhe acariciou os horizontes das faces arrancando-lhe dos lábios seu sabor de
fruta doce e macia e de curvas mais secretas às virilhas que ardiam não fel,
mas gosto adocicado de pecado que orbitavam escondidas às cavernas de teu lascivo
e escuro céu
Linda poesia!
ResponderExcluirParabéns poeta!