segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Cinzas ao Sol

Pesadelos constantes invadem meu sono; dilaceram o pouco de razão que ainda há...
Instantes de frustração que duram uma eternidade
Um oceano de desejos reprimidos que me afogam em angústia e dor
Instantes seculares
Flores negras cobrem a terra sobre meu corpo por onde rastejam sentimentos
Arder em chamas...
Cair no vazio...
Navalhas afiadas rasgando a carne...
Gota a gota o suor febril, o sangue rubro te abandonando, segundos eternais, delírios pavorosos, cinzas ao sol...
Andando com meus próprios pés sob a água fria que me fere...
Com meus olhos cegos sigo só em meus pesadelos...
O sol que vaga anula tudo o que sou tudo que sei...
Instantes de frustrações que duram uma eternidade
As flores secam...
As folhas enudecem as árvores no longo inverno
Pesados os olhos por toda a maldade que vejo...
Pesados os ombros por toda a maldade que carrego...
Afogo-me com as calúnias que proferi
A culpa que carrego é meu pesar é o sudário que cobre minhas feridas
Pálidos os corvos dançam em rodas-moinho sobre a carne podre
Minha carne...
Já fui um anjo, mas os erros que cometi!
Pesadelos constantes invadem meu sono
Agora, me deixe, me deixe aqui calado e só, embriagado com meus horrores...


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